Você já coou um cafézinho hoje?

Boa tarde leitores, como estão os cafézinhos da vida? Espero que ótimos!

Hoje nossa conversa caminha para uma breve análise de tendências de preparo do café, que na atualidade se diversificam e se proliferam num ritmo cada vez mais acelerado, uma coisa é certa meus caros, sempre fomos um país de grande produção do café, mas essa noção de sermos cada vez mais criteriosos para escolher o que bebemos é relativamente nova!

Além de um momento prazeroso no dia, o consumo do café rememora vários aspectos familiares, culturais, pessoais mesmo, que fazem muita diferença, sofisticar este hábito é o caminho natural das coisas. Esse amadurecimento do brasileiro com relação ao potencial do café, remete a aspectos bem da origem do consumo do produto no país, coisas bem típicas e do interior, por exemplo, não é curioso?

Os dados comprovam isso, a consultora da área Euromonitor International levantou dados de que o Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, e que 81% das vendas correspondem ao pó do café, as cápsulas por exemplo que parecem ser o novo must da cafeicultura mundial, ocupam meros 1% nos números gerais…

Sim leitores, nós brasileiros estamos prestando mais atenção no café coado de maneira correta, com o filtro correto, questões deste tipo, assim como temos nos questionado de como e quais são as tecnologias que foram atreladas ao consumo do café que caminham em coexistência com o prazer do preparo tradicional do café, estamos subindo os padrões de consumo rapidamente e isso é ótimo!

A maior parte do tempo consumimos a bebida em casa e em restaurantes, seja na prensa francesa, na cafeteira italiana ou para os íntimos Moka, ou nas cafeteiras de filtro e coador, no café espresso, o que nós buscamos hoje em dia mesmo sem saber direito o que é, são os cafés premium, a experiência premium do café, não é? Temos direito, afinal bebemos mais café que alemães e franceses, queremos pré-infusão e sabe-se lá mais o que tem por aí, é o nosso momento.

Há uma razão para a cultura do café coado estar no topo da cultura brasileira do consumo da bebida, mesmo com todas estas novas tendências incríveis e tecnológicas, é porque ele é o “cafezinho” ou o “pretinho básico” do cotidiano, da vida real na segunda-feira, da pausa no trabalho e do pós-almoço, da fofoca na repartição e do estudo da madrugada, do cigarrinho… e sabe qual é o nome técnico para café coado? Extração por filtragem, olha que sensacional.

Usaremos o tradicional coado, que pode ser preparado em filtro de papel, metal (uma novidade também), de fibras ou pano, para quem conhece mesmo, usa a “mariquinha” ou “mariquita” que tem sido muito usada atualmente para servir o café fresco e coado na hora, muitos conhecem por “café coado na meinha”, isso é o mais bacana dessa cultura popular do consumo do café, os mais variados nomes, essa brincadeira de um estado para o outro.

Pesquisas foram feitas, os brasileiros preferem o café coado, talvez por ser a forma mais simples e mais antiga de consumo no Brasil, ou por já fazer parte de nosso imaginário coletivo, a questão é que o ato de coar um café carrega significados profundos, ligados à nossa ancestralidade brasileira, sim leitor, pare um momento para ver seu avô ou avó coar um café, essa mental picture é das mais ricas que tem na vida de um brasileiro.

Ótima semana a todos, a cultura do café evolui na mesma medida em que volta a suas origens, perceber isso é cada vez mais necessário, é importante que bebamos café na mesma medida em que pensamos um pouco mais sobre ele.

Um abraço, e um café bem coado a todos.

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